Projecto

mh - Crisis Impact

Com financiamento do EEA Grants, as organizações portuguesas e norueguesas que participam neste projecto trabalham em conjunto para avaliar e melhorar o acesso das pessoas afectadas pela crise económica em Portugal aos serviços de saúde mental, com base numa nova compreensão dos efeitos da crise sobre a saúde mental da população.

Espera-se obter uma nova compreensão dos efeitos da crise económica em Portugal sobre a saúde mental das populações, comparando os dados epidemiológicos sobre as perturbações mentais, os determinantes e a utilização dos serviços, a partir de uma amostra representativa da população Portuguesa, antes e depois da crise. Os dados serão utilizados para propor novas políticas, programas e intervenções que visem a redução das desigualdades ao nível da saúde e dos problemas de saúde mental relacionados com a crise.

Este projecto contribuirá para os principais objectivos do Plano Nacional de Saúde (PNS), uma vez que visa maximizar os ganhos em saúde de um grupo vulnerável da população através da participação e envolvimento das partes interessadas no sistema de saúde com foco no acesso, qualidade e cidadania. Além disso, contribuirá também para os objectivos do Plano Nacional de Saúde Mental (NMHP) na medida em que visa garantir o acesso equitativo a cuidados de qualidade a um grupo especialmente vulnerável e reduzir o impacto das perturbações mentais neste grupo.

Promotor do Projecto - Faculdade de Ciências Médicas (FCM)

A Faculdade de Ciências Médias (FCM) é a faculdade de medicina da Universidade Nova de Lisboa (NOVA). É composta por 371 professores, 111 com PhD. A FCM tem 1386 estudantes de medicina, distribuídos através dos 6 anos do curso de medicina. A FCM oferece uma ampla gama de cursos e programas de pós-graduação em diferentes áreas da saúde.

A FCM trabalha em estreita colaboração com as outras escolas da Universidade Nova de Lisboa, em actividades de investigação e ensino de saúde, tais como, a Escola Nacional de Saúde Pública, o Instituto de Higiene e Medicina Tropical, e o Instituto de Tecnologia e Química e Biológica. 

Incorpora dois centros de investigação financiados pela FCT, o Centro de Estudos de Doenças Crónicas  (CEDOC) e o Centro de Investigação em Genética Molecular Humana (CIGMH). O CEDOC é actualmente um centro de excelência em Portugal em investigação biomédica e clínica de doenças crónicas. O Centro abrange mais de 180 investigadores, 72 doutores e 38 investigadores principais, e inclui um Grupo de Investigação em Saúde Mental e Perturbações Psiquiátricas.

O que foi feito até agora?

O projecto teve início em Abril 2015 e terminará em Abril 2017.

1ª Fase – Abril a Junho 2015

Nos primeiros dois meses do Projecto todas as actividades previstas foram desenvolvidas com sucesso.

Foi desenvolvida uma revisão de literatura com ênfase em publicações acerca das consequências das várias crises económicas, anteriores e actuais, sobre a saúde mental das populações.

A nova entrevista adaptada do estudo de 2009 foi desenvolvida com a participação dos parceiros com competências nesta área de conhecimento técnico. A entrevista final foi inserida na plataforma CAPI e testada numa amostra pequena.

A selecção e formação dos entrevistadores foi iniciada através da colaboração da FCM e o CESOP. Ao mesmo tempo, a amostra final do  foi definida e terminado o manual do entrevistador.

Até ao final de Junho, as equipas foram criadas, e preparado o início da recolha de dados. Além disso, iniciou-se a análise das taxas de suicídio. Foi iniciado o planeamento do website e definida a estrutura básica.

2ª fase - Julho a Outubro de 2015

Entre Julho e Outubro de 2015, foi iniciada a recolha de dados pelo CESOP (duas equipas, Lisboa e Porto), sob a supervisão da FCM. A coordenação científica foi assegurada através de reuniões regulares da equipa FCM com a equipa CESOP. Até ao final de Novembro foram concluídas cerca de 500 entrevistas.

A análise das taxas de suicídio foi desenvolvida através do estudo dos dados existentes sobre as mortes por suicídio em Portugal nos períodos de 2000-2002 e 2010-2012, por município, a fim de dispor de dados sobre mortes causadas por suicídio por local de residência, estado estado civil, género e situação profissional, antes e durante a crise financeira.

Foi iniciado o processo de criação do site. A estrutura foi concluída, incluída a informação básica, e realizados os primeiros testes.

3ª fase - Novembro de 2015 a Fevereiro 2016

Até ao final de Fevereiro mais de nove centenas de entrevistas foram concluídas.

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Lisboa, por Luca Sartoni | CC BY-SA 2.0