Métodos

Este projeto utiliza um misto de abordagens metodológicas.

Para obter dados relacionados a um momento em que é provável que o impacto da contracção económica se tenha desenvolvido totalmente, desenvolvemos em 2015 um novo estudo epidemiológico numa sub-amostra probabilística de pessoas que responderam ao inquérito nacional de saúde mental, com uma sobre-amostragem dos que tinham uma história de perturbação mental.

Todos os indivíduos com uma perturbação psiquiátrica no inquérito nacional e uma amostra aleatória de 20% das pessoas sem tais perturbações serão contactados para uma entrevista de follow-up.

Para compreender o efeito da crise económica no subgrupo de pessoas que apresentaram uma perturbação mental em 2009, e o mesmo efeito sobre as pessoas sem uma perturbação mental em 2009, a amostra agora criada corresponde a uma margem de erro de amostragem de 3,5%, com um nível de confiança de 95% no primeiro subgrupo, e um erro de amostragem de 4,0%, com um nível de confiança de 95%, no segundo subgrupo.

As variáveis ​​ estudadas no novo estudo incluem:

1. As mesmas que foram estudadas em 2009, ou seja, prevalência de 12 meses de perturbação mentais, factores demográficos, suporte social e condições ambientais, rendimentos e  dificuldades financeiras, educação, condições de trabalho, desemprego e trabalho precário, acontecimentos de vida críticos e factores familiares, uso de serviços e psicotrópicos nos últimos 12 meses.

2. Outras variáveis ​​escolhidas para obter informações mais detalhadas sobre as mudanças que ocorreram desde 2009 na família, trabalho, emprego, áreas de habitação e uso de serviços.

Instrumentos: Ver Xavier et al. Int J. Syst Saúde Mental. 2013, 07:19

Para validar/estender a informação recolhida em 1, será usada uma estratégia mista, incluindo:

  • Revisão da literatura
  • Mortes por suicídio (2000-2008, 2009-2014) por município
  • Grupos de diagnóstico homogéneo (GDH) para perturbação mentais (2004-2008,2009-2014) por município
  • Análise das taxas de utilização de serviços de saúde mental a nível nacional, regional e local (2008 -2014)
  • Estudos aprofundados de casos locais, com base em grupos focais e entrevistas semi-estruturadas com atores-chave em serviços de cuidados primários localizados em contextos regionais especialmente afectadas pela crise

Uma extensa revisão de literatura vai reunir informações sobre as políticas e intervenções que provaram ser eficazes na redução dos problemas de saúde mental ligados à crise económica. Com base nesta informação e no conhecimento obtido sobre os principais problemas de saúde mental associados à crise, serão desenvolvidas e disseminadas novas políticas, programas e intervenções, aos níveis nacional, regional e local, através de um processo que envolve as autoridades de saúde, serviços de saúde mental, serviços de cuidados primários e agências sociais.